Corpo Sadio, Mente Sadia. Corpo Doente, Mente Doente


Emoções e Corpo: Um Todo Inseparável

Quem estuda a si mesmo se torna uma pessoa mais feliz, confiante e independente. : Certo médico possuíra fracas artérias coronárias. Ele fez o seguinte comentário:“A pessoa que tiver a capacidade de me zangar está com minha vida em suas mãos”. Esse pobre homem encontrou esse indivíduo. Acabou morrendo um dia em uma violenta crise de ira. Caso esse médico não possuísse debilidades no coração poderia facilmente suportar o regime de trabalho cardíaco durante a explosão de raiva. Fica claro a relação corpo e emoções.

No artigo “The Urinary Output of Adrenalin and Noradrenalin during Pleasant and Unpleasant Emotional States” publicado em “Psychosomatic Medicine”(27:80, 1965) o Dr. Lennart Levi, do Caroline Institute de Estocolmo procedeu a seguinte experiência.

Reuniram-se vinte voluntários e recolheram amostras de suas urinas em recipientes e logo a seguir foram levados para assistir um filme. Após o filme novamente foram recolhidas novas amostras de urina dos mesmos indivíduos.

O primeiro filme assistido foi um documentário acerca de uma viagem. A película provocou-lhes pequenas reações de caráter emocional. Os exames de urina demonstraram que durante a projeção do filme as glândulas haviam reduzido a produção dos hormônios adrenalina e noradrenalina.

Dias depois os voluntários assistiram um filme de guerra, uma comédia e outro de terror. Tais películas desencadearam diversas e fortes reações como: tristeza, alegria, medo, etc. Os exames de urina posteriores revelaram acentuados aumentos na produção de hormônios dos voluntários.

O simples estado emocional, gerado apenas pelas cenas dos filmes, demonstrou ser suficiente para promover profundas alterações nas reações químicas do corpo.

INEGÁVEL COMPROVAÇÃO

Há muitas enfermidades decorrentes de alterações anatômicas. Entre essas estão as disfunções das coronárias. Sem dúvida o curso das mesmas podem ser afetadas por fatores emocionais e psíquicos. Verificou-se que, as alterações comuns relativas às artérias geradas de ataque cardíaco podiam ser encontradas em mais de 70% dos jovens mortos na guerra da Coréia. A faixa etária média dos afetados era de 22 anos. É interessante notar que estas alterações apresentam-se, quase generalizadas, entre os homens americanos de meia idade. A freqüência entre os americanos é tão elevada a ponto de incluir quase todos os tipos de personalidades. Esses mesmos indivíduos também apresentam todas as variedades conhecidas de antecedentes emocionais, tensões psicológicas e temperamentos. Quando a enfermidade progride até o ponto de ocasionar dores no peito recorrentes, tais dores podem ser precipitadas tanto por esforços físicos como também por fatores emocionais. É inegável o fato de que as emoções podem acelerar o regime de trabalho do coração.

Por exemplo, um jogo de futebol poderá aumentar o ritmo cardíaco e elevar a pressão sangüínea de um torcedor fanático. Se por ventura, o coração desse torcedor já possui alguma disfunção cardíaca, poderão ocorrer dores torácicas semelhantes a uma escalada morro acima.

A IRA PODE ATÉ MATAR

Certo médico possuíra fracas artérias coronárias. Ele fez o seguinte comentário:

“A pessoa que tiver a capacidade de me zangar está com minha vida em suas mãos”. Esse pobre homem encontrou esse indivíduo. Acabou morrendo um dia em uma violenta crise de ira. Caso esse médico não possuísse debilidades no coração poderia facilmente suportar o regime de trabalho cardíaco durante a explosão de raiva. Fica claro a relação corpo e emoções.

A ANSIEDADE PERANTE A DOENÇA

A ansiedade é uma reação normal e previsível em certos estágios de algumas enfermidades. Por exemplo: uma pessoa poderá apresentar um câncer causado por fatores ou condições desconhecidos pela ciência atual. Caso a doença não seja curável é normal que a pessoa fique deprimida, triste, preocupada. O terapeuta deverá ter atenção com esse estado psicológico mórbido do cliente. É de vital importância tratar o enfermo em seu aspecto global, unitário.

INTER-RELAÇÃO SOMA-EMOÇÕES

A inclusão da secção Psicossomatologia visa mostrar ao terapeuta a urgente necessidade de compreender o cliente como um todo. A inter-relação emoções-corpo como também corpo-emoções está cada vez mais sendo estudada pela Medicina, embora hajam discordantes. A psique pode ser a causa principal de certas disfunções orgânicas. De modo análogo, determinadas disfunções podem determinar perturbações psíquicas. Não, portanto, mente ou corpo separados ou isolados. A mente é uma das funções do cérebro e essa faz parte do corpo. Ambos constituem o que chamamos indivíduo.

FALTA DE AMOR DIFICULTA O CRESCIMENTO

No “New England Journal of Medicine”(276:1271, 1967) encontramos um artigo com o título “Emotional Deprivation and Growth Retardation Simulating Idiopathic Hypopituitarism I . Clinical Evaluation of the Syndrome” cujos autores são G. F. Powell, J. A. Basel e R. M. Bellizzard.

Os médicos do Hospital Johns Hopkins  acompanharam treze casos de crianças que apresentavam estruturas muito abaixo do normal, além de serem profundamente imaturos quanto a fala e comportamento. O elo comum a esses jovens deveu-se ao fato de que em certo ponto de suas vidas o desenvolvimento físico e emocional havia sofrido uma atrofia.

Ao examinar meticulosamente as crianças os médicos comprovaram a inexistência de problemas alimentares. Tampouco eles haviam herdado qualquer disfunção física dos seus genitores. Entretanto, havia um ponto em comum: todos sofreram traumas emocionais fortes. Todos proviam de lares desfeitos. Foram negligenciados por seus pais. As mães mostravam tendência a instabilidade. Uma delas era alcoólatra e psicótica. Outra ao se referir ao filho, bradava: “Eu o odeio”.

As crianças ao serem colocadas em ambiente acolhedor, carinhoso e protetor passam a ter um desenvolvimento normal. Em menos de um ano Steve cresceu mais de quinze centímetros e engordou quase vinte quilos. Ao serem colocados em lares adotivos ou mesmo num orfanato os jovens continuavam a progredir. Mas, aquelas que retornavam aos seus lares de origem paravam de crescer e perdiam peso.

Em casos semelhantes é necessário cuidar tanto os pais como os filhos por meio dos florais. Para a indicação precisa dos florais será necessário uma análise da personalidade.

Apesar de tantos fatores e indicadores indubitáveis que as emoções afetam drasticamente o corpo físico há muitos médicos que não as consideram. Inclusive ocorrem certas rivalidades e até mesmo “choques” entre os médicos da área orgânica e os da psíquica. Veremos essas discórdias na próxima lição.

FONTES: Levi: Levi “The Urinary Output of Adrenalin and Noradrenalin during Pleasant and Unpleasant Emotional States”. Psychosomatic Medicine, 27:80, 1965.

OS DOUTORES RESISTEM

Apesar do crescente volume de provas referentes à correlação entre emoção e doenças físicas a aceitação desse fato pela classe médica tem sido muito lenta. Muitos médicos continuam a negligenciar os componentes psicossomáticos de certas enfermidades. Com isso quem perde é o próprio cliente. Há, no meio médico, duas correntes perfeitamente distintas. A primeira refere-se aos profissionais que acreditam serem as moléstias do corpo algo puramente orgânica que nada tem  a ver com emoções ou pensamentos. A segunda refere-se aos profissionais que aceitam que as doenças possuem componentes psíquicos, emoções, mentais e até mesmo espirituais. Essa é de número restritíssimo sofrendo uma violenta resistência dos “puristas orgânicos”.

DISCÓRDIAS CLÍNICAS

ENGEL 

 Dr.  George L. Engel, médico do Centro Médico da Universidade de Rochester, opina que apesar dos médicos conhecerem a interação emoções-corpo dão pouca ou nenhuma importância aos fatores psicológicos nas enfermidades orgânicas. Segundo ele, os médicos ”não fazem qualquer esforço no sentido de ilustrar-se, visando o conhecimento das relações psicossomáticas”.

Dr. Engel acrescenta ainda que a grande maioria desses médicos resolve o problema de um provável conflito afirmando que muitos dos seus colegas bem sucedidos são igualmente desconhecedores das reações psicossomáticas. Para pontuar, diz ele: ”A ignorância compartilhada é sempre uma boa proteção”. Para ele a maioria das escolas médicas ou programas de treinamento em residência psicossomática não passa de um chavão, restringindo tão somente a conversas ou idéias. Geralmente o nível de conhecimento do médico acerca das características psicossomáticas é semelhante ao de um leigo bem informado.

As escolas médicas raramente correlacionam as ciências comportamentais com a Medicina. Na grande maioria dessas escolas a Psiquiatria é estudada de modo superficial. Além disso a consideram como um campo separado, sem haver relação com os amplos problemas de saúde de cada pessoa. A abordagem psicossomática requer uma visão integrada corpo-mente, mas a maioria das escolas médicas trabalha com a divisão de departamentos. Esses funcionam quase que independentemente de outros. Desse modo, há pouca ou, às vezes, quase nenhuma cooperação entre eles, além de forte competição.

Dr. George L. Engel  lamenta tal situação. Para ele um médico recém-formado, de modo geral, possui escassos conhecimentos de Psiquiatria. Assim torna-se incapaz de reconhecer ou até mesmo deduzir qualquer coisa que não seja o mais banal dos distúrbios psicológicos. O aperfeiçoamento típico do médico após a formação universitária contribui bem pouco para a correção dessa falha. Assim muitos médicos iniciam sua clínica sem qualquer experiência acerca do funcionamento dos fatores psicológicos em determinadas enfermidades orgânicas.

Extrato da lição do Curso de Formação em Terapia Floral. Mais info, clique aqui.

 

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